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NFT: O Que São e o Que Trazem à Música

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NFT: O Que São e o Que Trazem à Música

Essencialmente, NFT significa non-fungible tokens e são activos digitais únicos que não podem ser copiados. Funcionam com base em blockchain, a mesma tecnologia de registo e troca que serve de base às criptomoedas e não só. 

Primeiramente, os NFTs não são uma novidade. Mas a recente venda de 3LAU que conseguiu atingir mais de 11 milhões de dólares em NFTs pô-los como o tema mais quente da última semana. Principalmente na rede Clubhouse não se fala de outra coisa, e desde Steve Aoki, Diplo e até Paris Hilton, tem sido possível ouvir as maiores estrelas mundiais a falar do tema recorrentemente. 

Antes de mais nada, a Fungibilidade é a propriedade de um token ser igual a outro, em valor e utilidade. A maioria das criptomoedas são fungíveis, como o Bitcoin, o Litecoin, o Monero. Mas os tokens NFT foram criados para representar coisas únicas.

Características dos NFTs

Essencialmente os NFTs são negociáveis de uma maneira diferente das criptomoedas fungíveis, e exigem plataformas de negociação dedicadas.

• Único: cada NFT possui informações e atributos especiais que o tornam distintos de qualquer outro, permitindo que cada token individual tenha níveis diferentes de escassez e valor.

• Não intercambiável: os NFTs são únicos, e não podem ser trocados porque tem diferentes valores. Os tokens são criados no blockchain Ethereum sob um padrão.

• Não divisível: os NFTs não são divisíveis. A unidade elementar é o token que representa algum valor físico ou digital. Se o token representasse uma chave, não teria sentido usar uma fração de chave para qualquer coisa, ou ainda se o token representa um diploma, ele é único e não pode ser dividido em partes menores.

Aplicações dos NFTs

Os NFTs podem representar muitas coisa únicas no mundo digital e no mundo físico, tendo uma ampla gama de aplicações em situações onde é necessário representar uma coisa única com um token digital que não pode ser copiado.

• Tokens colecionáveis

• Tokens de itens digitais de jogos

• Tokens de segurança: imóveis, arte, colecionáveis

• Certificados: IDs, certificações, diplomas, licenças, número de série, número de telefone etc.

• Chaves e senhas digitais: um NFT pode ser usado como senha, por exemplo.

• Votação para eleições governamentais e não-governamentais

• Direitos de Autor

• Garantias e seguros.

Entre outras aplicações. 

Exemplos de NFTs

Uma animação de um gato vendida por 590 mil dólares

Um desenho pixelado dum crypto-punk vendido por 1.5 milhões de dólares

Uma música de 3LAU por 3.6 milhões de dólares

O caso 3LAU

3LAU vendeu 33 NFTs em leilão, com bases de licitação diferentes, para marcar o terceiro aniversário do seu álbum, Ultraviolet. Contudo, o DJ e produtor norte-americano soube criar NFTs com toda a raridade que se espera deles. O NFT mais caro da coleção leiloada incluía uma música feita com a participação do vencedor, acesso a música inédita, arte criada exclusivamente para a sua música e novas versões de 11 temas de Ultraviolet. Além de tudo isto, 3LAU juntou uma edição especial em vinil do álbum, no que é uma decisão pouco usual, a de juntar uma peça física.

O Leilão e o Twist Final 

O leilão dos 33 NFTs decorreu de quinta a domingo. Na noite final tudo apontava para que a venda totalizasse cerca de 1 milhão de dólares. Mas 3LAU decidiu usar uma estratégia de gaming para a conclusão do leilão: qualquer pessoa que licitasse mais para um dos NFTs, reiniciava o leilão e atrasava o relógio três minutos. O atraso do relógio aconteceu mais de 40 vezes e prolongou o leilão em várias horas. Surpreendentemente, a noite acabou com 11.7 milhões de dólares ganhos em NFTs e quebrou recordes. 

Assim, 3LAU conseguiu fazer a maior venda de NFTs de sempre e vender o NFT mais caro – a 3.6 milhões – com apenas a oferta inicial. Há NFTs vendidos por mais, mas não com a maior oferta inicial.  

Blockchain na Base 

Todo este mundo novo exige que se compreenda o que é e como funciona uma blockchain. 

A blockchain é uma cadeia de registos diários que se propaga por diversos servidores em todo o mundo. Quando o registo é aceite na cadeia de informação, não pode ser adulterado. Estes registos têm o nome de ledger, a palavra inglesa que designa “livro de registo contabilístico”.

Porque é que a blockchain não pode ser adulterada? Porque existem múltiplas cópias da informação original espalhadas pelo mundo virtual e, caso alguém tente adulterar a informação, esta é cruzada com todas as outras cópias, ficando no registo o que a maioria considerar como a informação fidedigna. 

Acima de tudo, esta tecnologia promete transparência e informação fidedigna. As aplicações são inúmeras e, na indústria musical, poderá ser usada para garantir as autorias das músicas, para garantir a transparência no pagamento de direitos e royalties, e muito mais. Já existem empresas que operam com base nela, sendo a Unison uma delas, tratando a colecta de direitos com base em blockchain. Espera-se que a Blockchain possa ser aplicada a outras áreas para garantir tanto a transparência, como a fiabilidade e a justiça. 

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geral@prodj.pt

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